terça-feira, 5 de julho de 2011

O SOPRO




Que saudade do vento batendo em meu rosto, de sentar de frente para o mar, ficar olhando o horizonte e apreciando o pôr do sol. Quando eu tinha mais tempo, tinha o costume de fazer isso, pois era uma forma de respirar novas energias. Na verdade, esse era o meio pelo qual fazia minhas orações.
A tempos não paro para relaxar, é tudo tão corrido. É uma luta diária por um lugar ao sol.
Preciso sentir o cheiro da natureza, ver o desabrochar das flores, o cantar dos pássaros, borboletas voando e olhar as estrelas. Ah, quanto tempo não paro para apreciar o brilho das estrelas.
É preciso parar um pouco de correr. É hora de desligar a "máquina" que temos e deixar brotar o lado humano novamente. Vamos parar de pensar com a cabeça e agir mais com coração? Parece que as pessoas têm medo, medo de se aproximar das outras. Não é feio mostrar carinho, abraçar ou amar.
E quem disse que para amar é preciso estar namorando? Eu amo meus amigos e recebo com muito amor as pessoas que aparecem na minha vida, apesar do meu lado meio "frio" de ser (Em outro momento escrevo mais sobre meu jeito).
Todos nós estamos numa corrida exacerbada por nossos objetivos, mas no fundo mesmo, além disso tudo, queremos ser amados, queremos receber carinho. Simples assim. E por que é tão difícil isso hein? Eis a questão.



"Somos sombra de qualquer coisa incerta
Pedaços de vidro num grito de alerta
Somos também um sopro esquecido
de enorme alegria por termos vivido."



Ângelo Morgado

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